A requerida argumentou que pretende prestar concurso para magistratura e Ministério Público, o que exige estudos diários e preparação e que não tem condições de obter os rendimentos necessários à sua subsistência. Afirmou também que não é justo que todas suas despesas sejam custeadas por sua mãe.
"A insensibilidade do autor para com os destinos da filha nos causa estranheza, uma vez que deveria estar feliz com o sucesso dela, com a filha brilhante que ela provou ser, uma vez que quão difícil é hoje o ingresso em uma universidade pública e ela obteve êxito", diz a sentença, que ressalta ainda o fato da moça ter conseguido aprovação na seleção para ingresso na carreira advocatícia. "Triste verificar como as relações humanas estão em estado de falência, bem como a sensibilidade das pessoas e a consideração pelo ser humano", conclui o texto da decisão.